Resumo
- 2025 foi o ano em que a Renda Fixa reinou e a Renda Variável Surpreendeu
- Como proteger a carteira das incertezas de um ano eleitoral
- Na bolsa, oportunidades de ganhos com muita volatilidade
- Na renda fixa, foco em IPCA+, com prazos intermediários, e cautela no crédito privado
- Como fica a exposição aos Fundos Listados (FIIs e FoFs)
Desaceleração da economia global, juros longos tendendo à queda e riscos fiscais em alta no Brasil e no mundo. Esses serão os principais vetores que devem guiar a economia em 2026, segundo o time de Research da XP. Como esses fatores vão se traduzir para o investidor? E o que aprendemos com 2025 que vale levar para 2026?
Em 2025, esperava-se que a renda fixa continuaria dominando a rentabilidade. Mas não foi bem isso que aconteceu. Embora a Selic tenha ficado o ano inteiro em 15%, e os juros altos trouxessem conforto para quem preferiu ficar abrigado no CDI, quem acabou surpreendendo foi a renda variável — especialmente em mercados emergentes, como o Brasil.
A grande expectativa no começo de 2025 era de um dólar mais forte. Mas o que não estava no radar era o nível de incerteza institucional americana que se seguiu. A comunicação errática do governo Trump sobre tarifas e o vaivém de medidas enfraqueceram o dólar ao longo do ano e abriram espaço para que mais recursos fluíssem para Europa, Ásia e, claro, os países emergentes.
Resultado: Ibovespa com alta acima de 30%, mercados emergentes se destacando tanto em renda fixa quanto em ações e CDI ficando para trás. “O CDI é atrativo, mas não é o rei de todas as carteiras, pode perder para a inflação em momentos de estresse”, afirma Rachel de Sá, Estrategista de Investimentos da XP.
Para ela, 2025 reforçou que a diversificação, fundamental numa estratégia de alocação, funciona, principalmente quando o cenário muda no meio caminho. “Conseguimos entregar mais do que era o objetivo de retorno nas nossas carteiras, nos diferentes perfis.”
Cenário para 2026
Para 2026, os ventos globais devem ser de favoráveis a neutros. Espera-se um crescimento moderado nos Estados Unidos, com inflação um pouco acima da meta e o Federal Reserve cortando juros, mas sem pressa: taxa terminal próxima de 3%, ainda acima do que era antes da pandemia. Historicamente, períodos de corte de juros pelo banco central americano favorecem países emergentes como o Brasil e a bolsa local costuma superar o CDI, como já vimos em 2025.
Os ganhos, porém, vêm acompanhados de volatilidade elevada. E esse será um marco de 2026. Os principais riscos para o mercado brasileiro: novos choques externos que podem influenciar o câmbio, riscos fiscais e volatilidade eleitoral. Mesmo que a Selic esteja em queda, a taxa segue bem alta, o que justifica uma exposição relevante em Renda Fixa. Também há janelas de oportunidade em Fundos Imobiliários. Na alocação global, a ordem é diversificação regional e setorial.
A XP projeta para 2026 uma taxa de juros a 12%, inflação de 4,2%, dólar a R$ 5,50 e crescimento do PIB de 1,7%.
As análises completas e recomendações do time de Research da XP para 2026 estão no relatório Onde Investir em 2026.